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16/04/2008 14:23 O fanfarrão Berlusconi continua vulgar com as mulheres Silvio Berlusconi, o magnata das comunicações e dono do time de futebol Milan, figura bizarra e folclórica entre o chefes de Estado, mal foi reconduzido ao posto de primeiro-ministro da Itália e já está falando besteira. Ele afirmou que o novo governo espanhol do socialista José Luis Zapatero é "muito rosa", por suas nove ministras e oito ministros. Disse que seu colega "terá certa dificuldade para dirigi-las". As declarações foram consideradas como ofensa na Espanha, inclusive por políticos da direita, verniz ideológico de Berlusconi. O fanfarrão Berlusconi abusa sempre que pode do machismo e da vulgaridade e acha bonito. Sua esposa quase o deixou por ele cantar outras mulheres em público. No dia 31 de janeiro do ano passado, Veronica Berlusconi, exigiu que ele se desculpasse com ela por ter cortejado descaradamente outras mulheres em uma cerimônia de entrega de prêmios da televisão italiana. Berlusconi havia se dirigido a algumas das mulheres presentes com frases como: "se eu não fosse casado, casaria imediatamente com a senhora" e "com você, eu iria a qualquer parte". "São afirmações que tomo como insultos a minha dignidade, afirmações que, pela idade, pelo papel político e social e pelo contexto familiar (dois filhos de um primeiro casamento e três do segundo) da pessoa que as fez, não podem ser reduzidas a meras brincadeiras", divulgou ela. Seria cômico se não fosse trágico. Durante a campanha eleitoral, ele também disse que as "as mulheres da direita são certamente mais belas do que as da esquerda". O melhor de tudo é que ele foi reeleito com a promessa de tirar a Itália de uma crise econômica mas, para assumir o posto, terá que se coligar com a xenófoba Liga do Norte. Ou seja, pode até conseguir, sob as custas de muitas perdas sociais. Que já começam ao tratar mulheres como como cidadãos-objeto de segunda categoria. enviada por Sakamoto Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?) |
Leonardo Sakamoto é jornalista e Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Cobriu a guerra pela independência em Timor Leste e a guerra civil angolana. Foi professor do curso de jornalismo da ECA-USP e trabalhou em vários veículos de comunicação, tendo recebido prêmios na área de jornalismo e direitos humanos, como o Vladimir Herzog e o Prêmio Combate ao Trabalho Escravo. Empreendedor social Ashoka, é coordenador da ONG Repórter Brasil e seu representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae). ![]()
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