![]() |
|||
|
10/12/2007 11:36 Via Campesina e MST protestam pelo país contra Syngenta A Via Campesina realizou um protesto na área da empresa suíça Syngenta Seeds, em Aracati (CE), na manhã de hoje. O protesto faz parte da campanha "Syngenta Fora do Brasil", lançada após o assassinato de Valmir Mota de Oliveira, dirigente do MST, durante ocupação da propriedade da multinacional, no dia 21 de outubro. De acordo com testemunhas, cerca de 25 homens que vestiam coletes da NF Segurança, contratada pela empresa, desceram de um ônibus e dispararam contra os militantes (outros seis ficaram feridos e um segurança morreu. A empresa de segurança foi indiciada por homicídio e formação de quadrilha no caso). "A Syngenta assassinou com sua milícia armada um trabalhador rural e deixou mais seis feridos e segue ameaçando a nossa biodiversidade com experimentos transgênicos ilegais. Queremos essa empresa fora do Brasil", afirmou Roberto Baggio, da coordenação nacional da Via Campesina. Na semana passada, a Justiça Federal decidiu que as atividades desenvolvidas pela Syngenta em Santa Tereza do Oeste, na área de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu são ilegais, confirmando multa dada em março de 2006 pelo Ibama. A decisão, de 30 de novembro, foi distribuída ontem pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Segundo decisão da juíza Vanessa de Lazzarin Hoffman, a produção de organismos geneticamente modificados em zona de amortecimento de unidade de conservação pela Syngenta desrespeita a lei. Também na manhã desta segunda, cerca de 300 trabalhadores rurais da Via Campesina e do MST ocuparam um trecho da rodovia BR-101, entre os municípios de Cachoeiro de Itapemirim e Itapemirim, no Espírito Santo, em protesto contra a atuação das empresas transnacionais no Brasil, em especial da Syngenta. Quatro municípios da Paraíba também foram palcos de protestos. Em Sapé, 500 pessoas fecharam a BR-230 e na capital, João Pessoa, uma mobilização reuniu outras 200. Em Campina Grande, uma passeata contou com mais 200 pessoas e em Patos, 300 pessoas fizeram palfletagem com material sobre a morte de Valmir. enviada por Sakamoto Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?) |
Leonardo Sakamoto é jornalista e Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Cobriu a guerra pela independência em Timor Leste e a guerra civil angolana. Foi professor do curso de jornalismo da ECA-USP e trabalhou em vários veículos de comunicação, tendo recebido prêmios na área de jornalismo e direitos humanos, como o Vladimir Herzog e o Prêmio Combate ao Trabalho Escravo. Empreendedor social Ashoka, é coordenador da ONG Repórter Brasil e seu representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae). ![]()
Pesquisa personalizada
![]() ![]() Repórter Brasil |
||
![]() |
|||