29/06/2007 08:10

Tiro em pato no parque de diversões

"Se morreram, é porque são bandidos", disse um comandante.

"Todos são suspeitos até que se prove o contrário", afirmou outro.

“Foi igual a dar tiro em pato no parque de diversões”, resumiu um policial civil.

A mira dos agentes de segurança no Rio deve ser tão afiada quanto a sua língua. Afinal de contas, acertar um tiro na nuca de um suspeito no meio de um confronto armado demanda muita precisão do policial. Ou é destreza ou é covardia, com o tiro sendo dado pelo representante do Estado em uma execução sumária, com a pessoa já rendida e de costas.

Como a polícia vetou o perito da Ordem dos Advogados do Brasil para acompanhar as autópsias nos 19 mortos, fico com a covardia. O que reveste de chacina a ação policial. Considerando que o governo já avisou que esse tipo de ocupação vai virar moda, já podemos considerar que o Rio optou pelo caminho mais fácil do terrorismo de Estado por causa dos Jogos Panamericanos.
enviada por Sakamoto






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Leonardo Sakamoto é jornalista e Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Cobriu a guerra pela independência em Timor Leste e a guerra civil angolana. Foi professor do curso de jornalismo da ECA-USP e trabalhou em vários veículos de comunicação, tendo recebido prêmios na área de jornalismo e direitos humanos, como o Vladimir Herzog e o Prêmio Combate ao Trabalho Escravo. Empreendedor social Ashoka, é coordenador da ONG Repórter Brasil e seu representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae).


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